O grupo artístico Os Menestréis apresenta o espetáculo “Entre Marias e Clarices”

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            “Entre Marias e Clarices” é o espetáculo musical apresentado pelo grupo Os Menestréis, vinculado ao Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte da Secretaria de Estado da Educação. O evento ocorrerá na terça-feira (07/05), às 20h no Teatro SESI e contará com a participação especial do Quarteto Feminino Flor Essência.

Formado por professores de música da rede estadual de ensino, o grupo atua de forma específica na área de Música e se utiliza também da poesia e cena nas apresentações.  Com direção geral de Luz Marina de Alcantara, coordenação de Roberta Borges e direção cênica de Edimar Pereira, o grupo é integrado ao Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte/Seduc, e é composto por três cantores: Sheila de Paiva (soprano), Roberta Borges (contralto) e José Ricardo Eterno (tenor), e conta com quatro instrumentistas: Sergio de Paiva (piano), José de Geus (clarineta e flauta doce), Valdemar Alves (violão), Diego Amaral (percussão).

 

ESPETÁCULO

O espetáculo “Entre Marias e Clarices” reflete os dilemas, conquistas e modo de vida da mulher brasileira. Uma mistura de sensações e sentimentos trazidos nas canções mostram o que mulheres comuns poderão ou não viver em algum momento de suas vidas. Com poesias de Lourdes Ramos Gayoso, “Entre Marias e Clarices” está dividido em quatro blocos distintos:

O primeiro bloco é marcado pelas “Marias”. As canções “Canta Maria”, “Singela canção de Maria” e “Maria Macambira” convocam o público a perceber a mulher com mais afetividade e delicadeza, valorizando sua unicidade, singularidade, desejos e emoções mais profundas.

No segundo bloco, temos a realidade das mulheres em transformação ou confusas com os seus papéis e ideias de vida. Carolina traz à tona a realidade da mulher depressiva que não consegue perceber o mundo. Representada pelas doenças e dificuldades, evidencia o que milhares de mulheres enfrentam todos os dias: a necessidade de colocar-se e posicionar-se no mundo externo e a dificuldade em lidar com as doenças psíquicas modernas. Beatriz não se deixa revelar, é sempre uma incógnita, um mistério. Mexe profundamente com a imaginação de possíveis amantes que desejam desvendá-la, mas não conseguem.  Gabriela, mulher destemida, faz exatamente o que deseja. Deixa tudo para viver suas paixões e ideais. Seu lema: “Eu nasci assim, eu cresci assim eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim, Gabriela, sempre Gabriela”, retrata sua intempestividade.

O terceiro bloco é marcado pelas tragédias que podem ocorrer no curso natural da vida de qualquer mulher. Representada pela perda, “Iracema”, de Adoniran Barbosa, é surpreendida em um acidente. A imprevisibilidade muda o rumo de Iracema e tudo se acaba, a morte surge. A expectativa de uma vida a dois se esvai. Os sonhos morrem, a saudade de quem fica se estabelece. “Angélica” narra a história real de Zuzu Angel, estilista brasileira que perdeu um de seus filhos no período da ditadura militar. Seu filho foi torturado, morto e seu corpo nunca encontrado. O desejo da mãe Zuzu era encontrar o corpo para sepultá-lo de maneira digna.

Conceição, mulher simples do morro, percebe a oportunidade de “mudar de vida”. Sonhando com as coisas que o morro não tem, embala na busca de seus ideais e acaba perdendo-se. Tentando a subida, desce! Arrependida e infeliz, agora daria um milhão para ser outra vez a simples Conceição do morro. “Amélia”, uma mulher “boa” para todos, retrata a mulher invisível, aquela que não se vê. Conformada com a vida agrada a todos, mas desconhece suas próprias vontades. Não reclama, não impõe, não diz nada.  Apenas aceita.

O quarto bloco é marcado por mulheres que mudam suas vidas negando a realidade social imposta. Pafunça, o que seria a “amiga ideal”, cansa-se de mimar o homem que não a assume. Ela vai embora e o deixa a ver navios. Sem sopa, roupa lavada e sem mordomias, ele reclama sua “ausência” e a acusa de possuir um coração sem amor. Clarice é bela! Gosta de caminhar pela Av. Paulista gingando, enlouquecendo os homens. Eles ficam malucos de amor até descobrirem que Clarice na verdade é Claudionor, um travesti dos anos 30!

SERVIÇO

Data: 07/05/2019 (terça-feira)

Horário: 20h

Local:  Teatro SESI (Av. João leite, 1.013, Setor Santa Genoveva. Telefone: 3269-0800)

Entrada: Doação de 2 kg de alimentos ou um livro literário. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro

Mais informações: (62) 3261-6619

Imprensa/Ciranda da Arte: [email protected]

 

Repertório:

Entre Marias e Clarices

  • Adelaide- Beethoven -instrumental – Adaptação e arranjo, Sergio de Paiva/ Voz de mulher Sueli Costa – Arranjo, Sergio de Paiva.
  • Canta MariaAry Barroso – Arranjo vocal e instrumental, Sergio de Paiva.
  • Singela Canção de Maria (Solo – José Ricardo Eterno) /Maria Macambira (Solo, Sheila de Paiva) – Babi de Oliveira – Canções de Arte Brasileira.
  • Branca- Zequinha de Abreu. Instrumental, arranjo: “Os Menestréis”.
  • CarolinaChico Buarque – Arranjo vocal, Lecy Maria. Adaptação para trio, Roberta Borges. Arranjo instrumental, Roberta Borges.
  • Beatriz Chico Buarque – Arranjo vocal, Sergio de Paiva – Arranjo instrumental, Roberta Borges.
  • GabrielaTom Jobim– (Solo Roberta Borges) – Arranjo instrumental, Roberta Borges.
  • Iracema Adoniran Barbosa – Arranjo, Roberta Borges.
  • Angélica – Chico Buarque – Arranjo, Sergio de Paiva. (Participação especial: Quarteto Feminino Flor Essência)
  • Clareana – Joyce – Arranjo, Miro Rodrigues. (Participação especial: Quarteto Feminino Flor Essência)
  • ConceiçãoJair Amorim e Dunga – (Solo José Ricardo), arranjo instrumental Roberta Borges.
  • Saudade da AméliaMario Lago e Ataulfo Alves – Arranjo Roberta Borges.
  • Pafunça Adoniran Barbosa – Arranjo Roberta Borges.
  • Clarice- Adoniran Barbosa – Arranjo, Roberta Borges.

 

Ficha Técnica:

Sheila de Paiva: Soprano.

Roberta Borges: Contralto.

José Ricardo Eterno: Tenor.

Sergio de Paiva: Piano

José de Geus: Clarineta

Valdemar Alves: Violão 7 cordas

Denis Rilk: Violão e Viola Caipira

Diego Amaral: Percussão.

Direção musical e coordenação: Roberta Borges.

Iluminação e concepção cênica: Edimar Pereira

Cenário: Tolentino

Figurino: Késsia Coutinho.

Poesias: Lourdes Ramos Gayoso.

Declamação das poesias: Mara Veloso.

Participação especial: Valéria Mendes e Celia Viana (Quarteto Feminino Flor Essência)

Arranjos, transcrições e adaptações: Roberta Borges dos Santos e Sérgio de Paiva.

Direção geral: Luz Marina de Alcantara.

 

 

FICHA TÉCNICA

 

Governo do Estado de Goiás

Ronaldo Ramos Caiado

Secretaria de Estado da Educação

Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira

Superintendência Executiva de Educação

Manoel Barbosa dos Santos Neto

Superintendência do Ensino Fundamental

Giselle Pereira Campos Faria

Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte

Luz Marina de Alcantara

 

 

Ciranda da Arte

Direção Geral

Luz Marina de Alcantara

Secretaria Geral

Marlene Solange de Melo e Moura

Coordenação dos Grupos de Produção

Walquíria Freitas

Coordenação Pedagógica

Warla Santos

Arquivista

André Oliveira

Montadores

Arthur Amaral, Fidel Lacerda, Juliano Goulart e Luiz Henrique

Produção

Margaret Melo e Edelweiss Vieira

Agenda

Ieda Santos e Thieme Santana

Arte Gráfica

Rawmison Lima

Assessoria de Comunicação

Evangicléia Silva

Revisão

Gismair Teixeira

Fotografia

Luiz Eduardo e Joana D’Ark

Iluminação

Edimar Pereira

Sonorização

Almir Teixeira e Clerivam Sena

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