O Ciranda da Arte/Seduc informa e lamenta a irreparável perda de uma das mais lindas vozes do Estado de Goiás.

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março 16, 2021

Nota de pesar

O Ciranda da Arte/Seduc informa e lamenta a irreparável perda de uma das mais lindas vozes do Estado de Goiás.

Lamentavelmente nossa querida amiga, arte-educadora, Valéria Teixeira Mendes de Oliveira descansou.

Valéria Mendes, 42 anos, era Professora de Música no Ciranda da Arte há mais de 15 anos, onde atuava de forma dedicada, impecável no grupo de produção Ciranda da Gente, onde desenvolveu trabalhos lindíssimos! Ela lutava contra a Covid-19 há duas semanas, mas não resistiu às complicações.

Externamos nossos mais profundos e sinceros sentimentos, e pedimos que, neste momento de dor, os amigos e familiares possam receber força e consolo Divino!

A arte de Valéria Mendes será eternizada em nossos corações e memórias!

Em sinal de luto e respeito, suspendemos todas as nossas atividades hoje, 16/03 e amanhã 17/03.

Agradecemos a compreensão de todos nesse momento!

 

(((Homenagem da Gerente de Arte e Educação da Seduc, Luz Marina de Alcantara)))

São afetos construídos ao longo de mais de quinze anos, tendo uma doçura de pessoa sempre por perto, vibrando e participando da minha vida nos mais singulares momentos. Valéria tem uma história construída com muito respeito, carinho e muita entrega. Mulher forte, porém, delicada, grande companheira que contagiou o Ciranda da Arte com sua bela voz, sorriso escangalhado e intensa alegria em todo o tempo. Sua linda e doce voz fazia uma plateia inteira se aquietar e mergulhar em profunda emoção. Esteve conosco desde o ano de 2005 e está deixando muito de si em nós e levando muito de nós consigo. Vá em paz, cirandeira Valéria! Vá cantar com Ana Rita e Leozinho, formando com eles um trio fodástico.

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(((Homenagem da Diretora Rebeca Vazquez)))

Valéria é conhecida por muitos por sua voz e energia contagiante no palco. Quando abria a voz era impossível se manter impassível diante de tamanho turbilhão. São muitos os registros desta cantora talentosa. Valéria que cantava com voz afinadíssima, de uma nota grave à um agudo penetrante. Mas hoje não choramos só a perda da nossa cantora… a dor é muito maior. É nossa amiga que partiu, choramos por uma perda que a plateia desconhece.
Eu sempre me referia à personalidade da Val como o despertar mais puro de uma criança. Intensa, festiva, alegre, bondosa e de uma energia pura, genuinamente alegre e esperançosa. As vezes era difícil manter a seriedade perto da Valéria, porque rapidamente ela lançava uma gargalhada gostosa, fazia uma piada e perdia a concentração. Eu tinha que conter o riso interno e fazer força para manter o foco perto dela, porque sabia que ela só precisava de um mínimo motivo para rir… e o riso dela, contagiava tudo. Lá se ia meu planejamento e foco. Ela era o refresco da seriedade.
Valéria cantou para muitos palcos, para muitas autoridades, casamentos, festividades diversas, mas dizia que o que mais gostava de fazer no Ciranda, era cantar para estudantes. Para eles o canto era mais doce, mais risonho, com todo amor que Valéria sabia emanar. Acho que a alegria juvenil de Valéria encontrava a alegria dos jovens e a conexão era uma só.
Nossa Valéria era muitas em uma. De repente, aquele ar infantil que ela carregava, sumia no ar maternal… e ela era todo abraço, afago, carinho e sabedoria. Nos dias de isolamento social, ela colocou a caixa de som na sacada do prédio e cantava para a vizinhança, ela queria acolher o mundo com seu canto. Ela emanava amor, cuidado e arte. E hoje ela se foi. É luto por aqui, destes que nos deixam sem chão. Vai levar tempo para entender o Ciranda sem seu riso.